Advogado de Francislene defende valor da desapropriação

O advogado José Gonçalves Ribeiro, que assumiu a causa relativa à desapropriação de área da família Assis de Almeida, falou à reportagem do Click Guarulhos sobre a determinação judicial de indisponibilidade dos bens, até o valor de R$ 31 milhões.

Ele entende que a nova decisão é apenas uma consequência natural da anterior, “pois, evidentemente, a família não tem disponíveis o dinheiro que recebeu em 2014, para que pudesse devolvê-lo rapidamente”.

Explicou que a atividade da empresa Quadra de Ás é de compra, venda e administração de bens e que, além das despesas do próprio processo, o valor recebido foi investido em aquisição de outros imóveis e em construções.

Ribeiro informou que irá recorrer à segunda instância, crê que obterá a derrubada da decisão e disse por que: “A ordem para devolver o valor recebido não foi por nenhuma ilegalidade, mas apenas para que fosse cumprida uma exigência formal. O documento exigido foi apresentado, ou seja, se havia uma irregularidade formal, foi sanada. Não há nenhum motivo para manter a ordem de devolução do valor”.

Questionado sobre a grande divergência entre o valor oferecido pelo DER pela área e a avaliação do perito, ele respondeu que é totalmente cabível: “O poder público acostumou-se a planejar obras, desapropriando propriedades e oferecendo valor mínimo pelas áreas. É direito de todos os expropriados recorrerem. Há umas 20 famílias com o mesmo caso nas obras do Rodoanel. Uma delas obteve avaliação de 60 milhões de reais. Por que ninguém questiona? Por que só o da família do Assis?”. Ele mesmo completou: “Todo esse barulho porque o marido da Francislene é candidato

Quanto à área em si, informa que o DER queria pagar R$ 30 por metro quadrado. A avaliação judicial foi de pouco mais de R$ 250. Como são 150 mil metros, resultou em R$ 37 milhões. “É bem razoável essa avaliação, não tem nada de errado”, opinou.

O advogado afirmou que há outras três áreas da família que foram desapropriados pelo Rodoanel e que uma delas é de aproximadamente R$ 70 milhões. “Nos autos, peticionamos para que a Justiça reserve desse valor o que tiver faltado no bloqueio, até que haja decisão final sobre esse caso anterior. Foi um processo absolutamente legal, ninguém está se negando a cumprir ordem judicial e não há nada a esconder”, concluiu.

Valdir Carleto

Fonte:http://www.clickguarulhos.com.br/

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