Aliada de Dilma, Kátia Abreu se diz alvo de tentativa de ‘golpe’ na CNA

Licenciada da presidência da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) afirmou nesta quinta-feira (28) ao G1 que é alvo de uma tentativa de “golpe” por parte de um dos vice-presidentes da entidade: José Mário Schreiner.

Amiga pessoal da presidente afastada Dilma Rousseff, a parlamentar do PMDB se afastou temporariamente do comando da CNA para assumir no ano passado o Ministério da Agricultura, mas tem mandato até 2017. Uma das principais defensoras de Dilma no Senado, Kátia Abreu permaneceu no governo mesmo após o PMDB decidir romper oficialmente com a petista.

“O que ele [Schreiner] quer mesmo é copiar alguns por aí e organizar uma espécie de impeachment. Articular minha saída com novas eleições é algo injusto, ilegal e sem justificativa alguma. Se ele quer ser presidente, ele que espere a eleição no ano que vem, dispute no voto e ganhe. Caso contrário, é golpe”, declarou a senadora.

Nesta quinta, após se reunir no Palácio do Planalto com o presidente em exercício Michel Temer, o vice-presidente da CNA foi questionado por jornalistas sobre se, na avaliação dele, seria “bom” que a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) não voltasse à presidência da CNA. O dirigente, então, afirmou que seria um “alívio” se ela não retornasse ao comando da entidade. Segundo ele, atualmente, a base da CNA não a “digere”, em razão de a peemedebista ser contrária à orientação de seu partido que recomenda o impeachment de Dilma.

“A base não a digere [Kátia Abreu]. A base, eu diria, são os produtores rurais e os sindicatos”, ressaltou Schreiner.

Indagado sobre o motivo de a base da CNA não “digerir” a senadora do PMDB ele se limitou a dizer “vocês sabem”.

“Acho que o bom senso é que impera”, complementou o vice da entidade que representa os grandes produtores rurais.

Ao G1, a senadora do PMDB atribuiu a declaração de Schreiner a “questões políticas” porque, na avaliação dela, ele quer se tornar presidente da entidade e “encurtar” o mandato dela. Kátia Abreu comparou a situação ao processo de impeachment que Dilma enfrenta no Congresso Nacional, que ela classificou de “injusto, ilegal e sem nenhuma justificativa”.

“Nós estamos passando por um processo de disputa política e o senhor Schreiner está muito ansioso para que haja a antecipação da minha saída da presidência da CNA porque pretende encurtar meu mandato, aproveitando o clima de impeachment para ver se convoca novas eleições e ganha. É uma disputa política. Ele quer encurtar, interromper meu mandato para convocar novas eleições e ter chances de ser eleito. Mas a CNA não funciona assim, a CNA sabe respeitar os mandatos dos presidentes”, ressaltou Kátia Abreu.

Fonte:http://g1.globo.com/

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