Apostadores contam o que diriam ao chefe no DF se ganhassem na Mega

Apostadores de Brasília afirmam sonhar com grandes festas de despedida, inventar ofertas falsas de emprego e dizer “adeus, chefe” caso acertem as seis dezenas da Mega-Sena. Há quem diga que vai subir na mesa para forçar a demissão e quem fale que assumirá a direção da empresa onde trabalha, no lugar do patrão (veja acima). O sorteio do maior valor da história da modalidade, R$ 200 milhões, acontece na noite desta quarta-feira (25).

Caso acerte, a funcionária de uma imobiliária Josy Aquino diz que prefere contar a verdades para o chefe. “Ganhei na Mega, adeus”, imagina.

A cabelereira e técnica em nutrição Ana Lúcia Maia, de 43 anos, tinha apenas um jogo na mão. “Mas é só porque eu estou sem dinheiro, senão jogava uns dez. Se bem que só precisa de um para ganhar, né.”

Se Ana levasse para casa os R$ 200 milhões, ninguém ia ficar sabendo, nem mesmo as duas filhas, de 12 e 20 anos. Para a amiga e dona do salão onde trabalha, ia se limitar a pedir férias. Na volta do “recesso” – que seria em um hotel cinco estrelas em João Pessoa (PB) –, diria no trabalho que recebeu uma oferta melhor, na área de atuação.

Funcionário de recursos humanos de uma escola particular, Danilo Roriz jogou nesta quarta-feira pela terceira vez na semana. A mãe dele sonhou com sete dezenas, e ele aceitou isso como um sinal.

Caso a visão da mãe se concretize, Roriz também não vai falar nada, “por motivos de segurança pessoal”. Em seguida, o plano é continuar no emprego até quando der.

“Não sei quanto tempo vou aguentar, mas eu gosto do meu emprego. Depois, quero abrir meu próprio instituto de psicologia e ajudar crianças carentes”, afirmou.

Enquanto Ana Lúcia e Roriz preferem não contar que arremataram os R$ 200 milhões, Josy, de 53 anos, abriria o jogo para o chefe. “Eu ia contar a verdade: estou rica, acabou minha vidinha de pobre. Ganhei na Mega, adeus”, afirmou a funcionária de uma imobiliária.

O sorteio será realizado às 20h. As apostas podem ser feitas até as 19h. A aposta mínima, de seis dezenas, custa R$ 3,50. Se houver mais de um acertador das seis dezenas sorteadas, o prêmio é dividido entre o número de apostas. Se ninguém acertar, o valor acumula para o próximo sorteio.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Depois desse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas. Para a aposta simples, de seis dezenas, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Para um jogo com 15 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003. A aposta nesse caso custa R$ 17.517,50.

http://g1.globo.com/

Share This: