Aterro da Klabin deixa bairro Várzea do Palácio intransitável

O aterro do Condomínio Klabin, imensa área situada entre as rodovias Presidente Dutra e Ayrton Senna, está provocando sérios transtornos a quem depende de transitar pela rua Benedito Climério de Santana, no bairro Várzea do Palácio, proximidades dos presídios localizados ao longo da rodovia Hélio Smidt.

Mâes de alunos da E E Professor Coryntho Baldoino Costa Jr. pedem atenção das autoridades, porque os ônibus que transportam as crianças passam por dificuldade pelo único acesso existente.

Trabalhadores do sistema prisional e de empresas da região também sofrem com a situação dessa rua. As poças d’água são profundas, vão de um lado ao outro da rua. Como o aterro é muito alto e verte água continuamente em alguns pontos, não há escoamento suficiente.

 

Funcionários de uma transportadora são colocados para tentar minimizar o problema, puxando terra e cascalho para a poça d’água, e assim, reduzir a profundidade e permitir a passagem de automóveis. A água das chuvas que escorre do prédio da empresa não tem por onde escoar, pois a tubulação que passa sob a rua ficou assoreada pela terra que desce do aterro da Klabin. É um trabalho incessante, que pouco resultado apresenta, mas ficaria ainda pior se isso não fosse feito.

Encarregados de um dos presídios conseguiram que alguns detentos de bom comportamento cavassem um canal na lateral da rua, visando facilitar o escoamento da água. É o que tem permitido que ainda se consiga transitar pela via.

Um motorista que passa ali todos os dias comentou que, além de todo transtorno que o aterro vem causando, os caminhões que chegam para despejar terra continuamente ainda vão até as poças d’água para lavar os pneus e assim poder entrar na via Dutra sem o perigo de serem autuados por sujar a rodovia com barro. É constante o trânsito de caminhões por essa rua, o que contribui para aumentar os buracos.

O aterro já sofreu diversos embargos, mas os proprietários sempre conseguem liminares judiciais para continuar despejando terra e entulho no local.

Há anos, quando o aterro começou, durante o mandato da então vereadora Luíza Cordeiro (PCdoB), ela denunciou da tribuna da Câmara que o canal de circunvalação do rio Tietê estava sendo destruído. Esses canais têm por função absorver a água das chuvas, evitando que cheguem muito rapidamente ao rio Tietê. Recentemente, vários vereadores vêm denunciando da tribuna da Câmara o visível e imenso dano ambiental que o aterro está causando.

Já que, por inépcia, a Prefeitura deixou a situação chegar a esse ponto, é urgente que tome providências para reconstituir o leito da rua Benedito Climério de Santana e fazer com que haja um canal em toda a extensão do aterro para que as águas fluam e não fiquem acumuladas.

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