Beleza e segurança para o quarto infantil

O mundo da decoração oferece inúmeras alternativas para que as famílias preparem com capricho o quartinho dos pimpolhos. Há tendências que levam para as cores neutras e tons pastéis, bem como há a decoração temática. Harmonizando móveis, cortinas, papel de parede, adesivos, tintas, pisos, nichos, quadros, cestas, painéis e muita criatividade, o resultado pode ser surpreendente.

Considerando que o bebê cresce e rapidamente começa a engatinhar, dá os primeiros passos e com muita curiosidade quer “desbravar” o mundo à sua volta, como aliar beleza, conforto e segurança no ambiente?

Segundo o arquiteto Marcelo Rosset, com boas referências e pequenos cuidados, é possível deixar o espaço bonito, seguro e funcional. O primeiro passo é cuidar da reforma.

Procedimentos tais como pintura, aplicação de papel de parede, gesso e troca de iluminação do local devem ser providenciados bem antes da chegada do herdeiro. O profissional ressalta que no quesito cores, a tendência ainda são os tons pastéis. “Todo tipo de obra deve ser feito antes de o bebê nascer para que haja tempo para os cheiros serem eliminados. Não existe uma regra, mas, geralmente para meninas utilizamos tons mais femininos como o rosa, lilás, amarelo e verde. E, para meninos, tons de cinza, azul e verde ”, diz.

Depois disso, atenção para não colocar móveis em demasia, principalmente se o espaço for pequeno. “Berço, cômoda com trocador, poltrona de amamentação e uma cama, caso a criança tenha uma babá que durma com ela. Os móveis têm que ser certificados de tal maneira que garantam a segurança da criança em termos de funcionamento, ferragens e qualidade da tinta aplicada para que não seja tóxica. Na hora da escolha dos móveis, também é interessante preocupar-se com a ergonomia”, explica o arquiteto, informando ainda que os berços, caminhas, armários e cômodas, assim como as tintas, devem obedecer as normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. “Existe uma regra do tamanho das grades do berço, para evitar sufocamento da criança. As tintas utilizadas também devem seguir as normas para que não sejam tóxicas”, relata.

Marcelo conta que há outros objetos para os quais é preciso cuidado na aplicação do projeto decorativo, pois podem comprometer a saúde e a segurança da criança. “Deve-se evitar móveis ou puxadores pontiagudos, tomadas aparentes, móbiles que sejam acessíveis à criança. Bichinhos devem ser laváveis e antialérgicos. Outro item que leva a indicação para que seja de material antialérgico e lavável são as cortinas, que podem ser persianas. Já nos modelos convencionais de tecido, tudo vai depender do formato e posição da janela”, recomenda.

Quanto aos enfeites ou adornos, bonecos de pano e bichos de pelúcia podem ser usados na decoração, desde que não “carreguem” a aparência e que fiquem longe das crianças, para não tornar o quarto “perigoso”. “Ao fazer o uso de ornamentos, sugiro que exista uma harmonia de tema entre os mesmos, de tal maneira que eles ‘conversem’ entre si. Nada deve ser colocado em excesso, mas podem ser utilizados se estiverem em harmonia com as cores do dormitório”, indica Marcelo.

Para finalizar, o arquiteto lembra que os quadros decorativos, poucos de preferência, além de combinar com o tema escolhido para o dormitório, precisam estar pendurados, bem presos, em uma altura que a criança não tenha acesso. “As portas, ventiladores ou ar-condicionado, aquecedores e pisos precisam ser instalados seguindo regras de circulação, resistência e estética”, conclui.

Fonte:https://www.clickguarulhos.com.br

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