Bellucci mira vitórias contra top 10 em 2016 para alcançar melhor ranking

Depois de um início de temporada abaixo da média, quando caiu para 87 do mundo e perdeu até o posto de melhor brasileiro no ranking da ATP para Feijão, Thomaz Bellucci iniciou uma trajetória de recuperação em 2015. Fez jogos duros contra Novak Djokovic, com quem atuou por três vezes no ano, venceu o ATP de Genebra, quebrando um jejum de três anos sem títulos, mas ainda assim ficou um sentimento de que poderia ter ido mais longe. Ao fim da temporada, termina como 37º no ranking, e parece claro que um nome em especial fez o paulista voltar a crescer de produção: o seu técnico, João Zwetsch.

Bellucci e Zwetsch retomaram a parceria no início do ano. O treinador já havia trabalhado com o tenista em seu melhor momento na carreira, entre os anos de 2008 e 2010, quando ele alcançou seu melhor ranking na carreira, chegando ao 21º lugar. O trabalho não começou da melhor forma, já que Bellucci chegou a somar oito derrotas consecutivas. No entanto, a confiança foi voltando aos poucos e a evolução ficou clara.

– O começo do trabalho com o João, os primeiros dois, três meses, são sempre mais complicados. Sempre tem um momento de adaptação, de transição. E isso com o João ficou muito claro porque nos três primeiros meses do ano eu consegui ter pouquíssimos jogos bons. Eu não consegui render o que eu queria. Depois disso, o trabalho rendeu muito mais. O João conseguiu, dentro do meu estilo de jogo, me passar coisas muito legais. Sem mudar meu estilo de jogo ele conseguiu agregar coisas novas. Isso o João é muito bom em fazer, visualizar o que é preciso evoluir para dar um passo a mais, para chegar ainda mais longe. E foi isso que aconteceu, foi um ano muito proveitoso pra gente.

Em entrevista ao GloboEsporte.com, Bellucci traçou um objetivo para 2016: voltar a vencer jogadores top 10. A última vez que isso aconteceu foi em 2012, contra Janko Tisparevic, na decisão do ATP de Gstaad. Somente na atual temporada, foram 11 confrontos contra tenistas desse nível, apenas com derrotas. Sobre Olimpíadas, o brasileiro preferiu não tratar como “prioridade”, mas destacou a importância de disputar os Jogos no Rio de Janeiro. Confira a entrevista completa:

O fim de temporada

– Depois da Copa Davis, tive alguns dias, algumas semanas para me recuperar. Além da lesão que eu tive, o estresse emocional é muito grande, de ter uma derrota tão doída dentro de casa. Era uma grande oportunidade que a gente tinha de voltar para o Grupo Mundial. Infelizmente não deu, mas para o restante do ano eu tive bons jogos. Tive algumas derrotas difíceis porque peguei chaves difíceis também. Foi um final de temporada bom, fiz bons jogos. Mas para a próxima temporada, acredito que vou conseguir me preparar melhor, fazer uma pré-temporada mais completa para o ano que vem, vai ser uma vantagem em relação a esse ano.

Balanço do ano

– O começo do trabalho com o João, os primeiros dois, três meses, são sempre mais complicados. Sempre tem um momento de adaptação, de transição. E isso com o João ficou muito claro porque nos três primeiros meses do ano eu consegui ter pouquíssimos jogos bons. Eu não consegui render o que eu queria. Depois disso, o trabalho rendeu muito mais. O João conseguiu, dentro do meu estilo de jogo, me passar coisas muito legais. Sem mudar meu estilo de jogo ele conseguiu agregar coisas novas. Isso o João é muito bom em fazer, visualizar o que é preciso evoluir para dar um passo a mais, para chegar ainda mais longe. E foi isso que aconteceu, foi um ano muito proveitoso pra gente.

Olimpíadas serão prioridade?

– Não digo que seja prioridade, mas talvez seja um dos torneios mais importantes que vou jogar na minha carreira. É uma chance única. Grand Slam você tem todo ano, você joga quatro por ano. Olimpíada é só uma a cada quatro anos e no Rio vai ser a única oportunidade que vou ter de jogar dentro de casa. É uma coisa rara para qualquer atleta. E para mim vai ser uma grande expectativa de chegar lá e representar bem o Brasil. Vou ter uma motivação muito grande de jogar com a torcida, dentro de casa, vai ser um momento muito especial.

Azar nas chaves?
– Mesmo nos jogos que eu tive em chaves difíceis, foram vários que eu tive oportunidade de ganhar. E para dar um salto a mais, para entrar entre os 20, 30, eu vou precisar ganhar esse tipo de jogo. Por mais que eu tenha pegado chaves difíceis, eu tenho que, para o ano que vem, melhorar isso. Não dá para perder 15, 20 vezes de top 10. Eu preciso ganhar 5, 6… Isso é algo que vou tentar melhorar para o ano que vem e é um passo a mais que vou dar na minha carreira. Hoje em dia, se eu quiser avançar mais tenho que ganhar desse tipo de jogador.
E como fazer para ganhar?
– A mesma coisa que eu tenho feito minha carreira inteira… treinado “pra cacete”, me dedicado. Mas talvez nesses jogos, com esse jogadores, eu tenho que manter um pouco mais de tranquilidade, de calma, saber administrar a ansiedade porque ela vai vindo… Sempre nesses jogos mais importantes você fica nervoso de ganhar, mas você fica jogando tão perto que acaba criando uma expectativa tão grande e não consegue entrar na quadra e fazer o que sabe fazer de melhor. Vamos ver se consigo administrar tudo isso e entrar na quadra tranquilo para fazer um bom jogo.
Importância do Rio Open 2016 para a temporada
– É importante, talvez um dos torneios mais importantes que eu jogo durante o ano inteiro. É o único ATP 500 que a gente tem no país, então para mim é uma expectativa muito grande. E conseguir jogar bem, com a torcida, nos últimos anos a torcida esteve do meu lado o tempo inteiro. E eu quero corresponder à altura. Quero tentar entrar na quadra e ter um bom resultado. Vamos ver se esse ano dou um pouco mais de sorte e não pego o Nadal de primeira (risos), mas para mim é sempre uma motivação jogar esse tipo de jogo em casa. Uma vitória pode dar uma alavancada na carreira.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/

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