Brasil é superado pela Romênia, diz adeus ao Mundial Feminino de Handebol e agora foca em 2016

O sonho de conquistar mais uma medalha no Campeonato Mundial Feminino de handebol chegou ao fim para o Brasil no domingo (13.11). Jogando na cidade de Kolding, na Dinamarca, a Seleção Brasileira – que em 2013 surpreendeu o planeta com o título mundial na Sérvia –disputou as oitavas de final contra a Romênia e o resultado não foi o esperado pela equipe. As rivais neutralizaram o ataque das brasileiras e, ao final, avançaram para as quartas de final após fechar o placar em 25 x 22 (13 x 8 no primeiro tempo). Agora, o Brasil terá que esperar o final da etapa desta segunda-feira para saber em qual posição irá terminar o campeonato. O grupo, entretanto, já adiantou que o foco agora volta-se completamente para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

A decepção das brasileiras foi muito grande ao final da partida, pois o desejo de colocar o país novamente no pódio era enorme desde o início da competição. “Foi um jogo muito intenso. O primeiro tempo fez diferença. Tentamos mudar um pouco, mas não foi suficiente. Nós perdemos sete metros no primeiro tempo e seis ou sete chutes no segundo tempo, isso não pode acontecer em um jogo de oitavas de final e agora pagamos por isso”, avaliou o técnico Morten Soubak.

O treinador afirmou ainda que algumas coisas que não se encaixaram no jogo do Brasil contra as romenas fizeram a diferença. “A marcação da Romênia estava muito forte. Tínhamos que brigar muito para chegar a arremessar a bola e na hora que chegávamos não conseguíamos fazer o gol. Nos chutes livres contra a goleira teríamos que ter um aproveitamento melhor do que tivemos”, lamentou.

Apesar da frustração, Morten Soubak destacou todo o empenho do grupo durante o período de preparação e avisou que o trabalho continua voltado para o principal desafio do time: os Jogos Olímpicos Rio 2016.

“O que dói mais é que ao perder um jogo nas oitavas de final você está fora. O nível das equipes é muito equilibrado. Está doendo muito porque as expectativas dentro da equipe eram muito grandes. Sabemos que somos capazes de chegar longe porque já mostramos, sofremos, brigamos, treinamos e fizemos todo o possível para chegar lá. Elas fizeram um grande trabalho para chegar aqui e estarem prontas e nós vamos continuar com o nosso trabalho para 2016”, declarou o treinador.

Além dos erros no ataque, a armadora Eduarda Amorim apontou algumas falhas na defesa. Mas, ao final, ressaltou que tudo serviu de lição. “Tínhamos que estar mais preparadas. Era pra ganharmos esse jogo. Infelizmente, no primeiro tempo esquecemos a nossa defesa que é sempre o nosso forte. É uma lição, um aprendizado. É triste porque era o nosso sonho passar pra frente. Gostaria de agradecer a torcida de todo mundo. Sei que todos estavam sonhando junto com a gente. Prometemos melhorar para buscar uma medalha nos Jogos Olímpicos”.

O técnico da Romênia, Tomas Ryde, elogiou a defesa da equipe vencedora. “Tivemos um bom começo. Sabíamos que o Brasil nunca desiste. Tivemos uma boa estrutura de jogo. A defesa fez a diferença. Paula fez definitivamente o melhor jogo dela no campeonato”, disse, referindo-se à goleira Paula Ungureanu.

Gols do Brasil
Ana Paula (5), Duda (4), Alexandra (3), Dara (2), Daniela (2), Fernanda (2), Francielle (2), Célia (1) e Bárbara (1). Gols da Romênia – Bradeanu (7), Neagu (6), Nichita (5), Arden Elisei (3), Buceschi (3) e Geiger (1).

A campanha do Brasil no Mundial da Dinamarca

Sábado (5.12)
Brasil 24 x 24 Coreia do Sul

Segunda-feira (7.12)
República Democrática do Congo 11 x 26 Brasil

Terça-feira (8.12)
Brasil 24 x 21 Alemanha

Quinta-feira (10.12)
Argentina 23 x 19 Brasil

Sexta-feira (11.12)
Brasil 21 x 20 França

Oitavas de final

Domingo (13.12)
Brasil 25 x 20 Romênia

A Seleção Brasileira Feminina

Goleiras
Bárbara Arenhart “Babi” (Nykobing F. Handboldklub – Dinamarca) e Mayssa Pessoa (Bucareste – Romênia)

Pontas
Alexandra Nascimento “Alê” (Baia Mare – Romênia), Célia Costa (Metodista/São Bernardo – SP), Fernanda França (Bucareste – Romênia), Jéssica Quintino (MKS Selgros Lublin – Polônia) e Larissa Araújo (UnC/Concórdia – SC)

Armadoras
Amanda Andrade (UnC/Concórdia – SC), Bruna Paula (São José – SP), Deonise Fachinelo (Bucareste – Romênia) e Eduarda Amorim “Duda” (Györ Audi ETO – Hungria)

Centrais
Ana Paula Rodrigues (Bucareste – Romênia) e Francielle Gomes da Rocha “Fran” (Hypo Nö – Áustria)

Pivôs
Daniela Piedade “Dani” (Siófok KC – Hungria), Fabiana Diniz “Dara” (BBM Bietigheim – Alemanha) e Tamires Morena (Mosonmagyaróvári – Hungria)

Fonte:http://www.brasil2016.gov.br/

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