Cesariana a partir da 39ª semana tem exceções; entenda resolução do CFM

Entra em vigor nesta quarta-feira (22) a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que determina que a cesariana a pedido da grávida só pode ser realizada a partir da 39ª semana de gestação. Mas a regra tem exceções, como nas situações em que gestante ou bebê correm risco caso o parto não seja antecipado ou em que a mulher entra em trabalho de parto antes das 39 semanas.

Veja perguntas e respostas sobre a Resolução 2.144, de 17 de Março de 2016:

O que determina a nova resolução do CFM?
A resolução determina que a mulher tem o direito de optar pela cesariana desde que assine um termo de consentimento livre e esclarecido, documento que comprova que ela sabe dos benefícios e riscos do procedimento. Além disso, determina que a cesariana a pedido da gestante só possa ser feita a partir da 39ª semana de gestação.

Quai são as exceções à regra?
Em caso de intercorrências médicas que determinem a necessidade de adiantamento do parto para preservar a saúde da grávida ou do feto, é permitido adiantar a cesariana. É o caso da pré-eclâmpsia, por exemplo, que provoca um aumento perigoso da pressão arterial da mulher.

Outra exceção é quando a mulher entra em trabalho de parto antes das 39 semanas. “Nesta condição, quando a  paciente mantiver a sua decisão anterior de parto cesárea  a pedido,  poderá ser realizado o procedimento sem estar o médico infringindo o preceito ético”, afirma nota da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), organização que participou da elaboração do documento.

Quais são os riscos de uma cesariana antes das 39 semanas?
O  principal risco do parto antes desse período é que os órgãos do bebê não estejam completamente maduros, o que pode acarretar problemas nos pulmões, fígado e cérebro, provocando desconfortos respiratórios, icterícia e até lesões cerebrais.

E quem já agendou a cesariana para antes da 39ª semana?
A resolução do CFM já entrou em vigor nesta quarta-feira, portanto mulheres que já tenham agendado seu parto para um período anterior às 39 semanas de gestação deverão remarcá-lo para atender à nova exigência.

No vídeo, o obstetra Eurípedes Carvalho, conselheiro do CFM, comenta sobre as exceções à nova regra e sobre os riscos do parto antes da 39ª semana:

Fonte:http://g1.globo.com/

Share This: