Cunha diz que Conselho de Ética agiu de ‘má-fé’ ao acusá-lo de manobra

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta quarta-feira (30) que o Conselho de Ética agiu de “má-fé” ao acusá-lo de tentar atrasar os trabalhos do colegiado com um projeto de resolução sobre a divisão de vagas nas comissões.

A Mesa Diretora, presidida por Cunha, aprovou na terça-feira (29) um projeto, que ainda precisava ser votado no plenário, para mudar o regimento e estabelecer que a distribuição dos lugares deveria seguir o tamanho das bancadas depois do prazo do troca-troca partidário. O texto também previa que o parlamentar que mudasse de partido perderia a vaga.

O texto não fazia menção ao Conselho de Ética para explicitar que a nova regra não atingiria o colegiado, cujos integrantes têm mandato e só deixam o cargo por renúncia, morte ou licença médica. Diante da repercussão negativa, Cunha acabou recuando e determinou que o texto fosse reescrito.

Com a eventual aprovação do projeto de resolução no plenário, o próprio presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), o vice, Sandro Alex (PPS-PR), e o relator, Marcos Rogério (DEM-RO), correriam o risco de ter que deixar o colegiado uma vez que mudaram de partido.

“A resolução nunca mexeu com o Conselho de Ética e com nada pretérito. (…) Foi por má-fé que se divulgou isso e vamos tirar qualquer menção a qualquer natureza de eleição por causa disso”, afirmou Cunha.

Mais cedo, antes do anúncio de que o texto seria modificado, Araújo havia acusado Cunha de aplicar um “golpe” e de tentar “liquidar” o conselho.

A troca pública de farpas entre os dois é recorrente, e Cunha voltou a dizer que Araújo fazia essa acusação para conseguir atenção da mídia. “[Foi] Manobra de jogo político de má fé daqueles que tentam ocupar o espaço de mídia para tentar me denegrir tentando me atribuir manobra inexistente”.

Fonte:http://g1.globo.com/

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