Dólar opera abaixo de R$ 3,90

O dólar recuava para perto de R$ 3,85 nesta quinta-feira (4), refletindo o ambiente global de menor aversão ao risco devido à percepção de que o Federal Reserve (banco central norte-americano) não deve elevar os juros tão cedo e ampliando a forte queda da sessão passada, quando fechou a R$ 3,91.

 

Às 9h21, a moeda norte-americana recuava 1,48%, vendida a R$ 3,8601. Veja a cotação do dólar hoje.

Logo após a abertura, a divisa atingiu R$ 3,8584, de acordo com a agência Reuters, menor nível intradia desde 29 de dezembro, quando foi a R$ 3,8404.

Na véspera, o dólar caiu 1,7%, vendido a R$ 3,9181. Foi a menor cotação de 2016. Pela primeira vez no ano, o dólar passou a registrar queda anual acumulada sobre o real, de 0,76%.

Até então, o menor valor de fechamento atingido no ano havia sido de R$ 3,9591, na segunda-feira (1º). O valor de quarta é ainda o menor desde o dia 29 de dezembro de 2015, quando a moeda terminou os negócios vendida a R$ 3,8799.

A queda recente dos preços do petróleo, que vêm se mantendo perto das mínimas em 12 anos, tem reduzido o apetite por risco global.

Dados mais fracos que o esperado sobre a economia dos EUA também contribuem para o recuo do dólar em relação ao real ao alimentar expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode não elevar os juros novamente tão cedo.

No Brasil
O cenário local continuava sendo motivo de apreensão, com o retorno das atividades parlamentares trazendo de volta aos holofotes o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

A reunião do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, com representantes da Moody’s também atraía atenções. A Moody’s é a única das três principais agências de classificação de risco a manter o selo de bom pagador internacional do Brasil, mas colocou a nota do país em revisão para rebaixamento em dezembro.

Ação do BC
Nesta manhã, o Banco Central fará mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, com a oferta total de 11,9 mil contratos, que equivalem a US$ 10,431 bilhões.

Fonte:http://g1.globo.com/

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