Em 2016, smartphones estão 40% mais caros no Brasil do que no ano anterior

em decidiu investir na compra de um smartphone vendido no Brasil no ano de 2016 teve que pagar, em média, um valor 40% mais caro do que em 2015. A constatação surge de uma pesquisa realizada pela GfK sob encomenda para o Grupo Eletrolar, que foi apresentada na última terça-feira (19) durante o Eletrolar Show, em São Paulo.

Entre janeiro e maio deste ano, o preço médio dos aparelhos girava em torno de R$ 891, um incremento considerável em relação ao valor médio de R$ 603 registrado no mesmo período do ano passado. Segundo Oliver Römerscheidt, diretor da GfK, fatores como a desvalorização do Real em relação ao Dólar, o aumento da inflação e a suspensão temporária da Lei do Bem contribuíram para o resultado apresentado.

Também é preciso levar em consideração mudanças nos hábitos de consumo nacionais: se em 2015 somente 13,5% dos aparelhos vendidos era compatível com a tecnologia 4G, em 2016 essa taxa subiu para 54,7%. Como esses produtos ainda são consideravelmente mais caros do que os modelos com conexões mais lentas, isso se traduziu na elevação do preço médio pago pelos smartphones vendidos no mercado nacional.

 Tendência mundial de queda

O aumento do preço médio permitiu que o setor de eletrônicos brasileiro mantivesse sua estabilidade de faturamento em um cenário de crise no qual outros setores registram, em média, 9% a menos de vendas do que em 2015. No entanto, isso acontece em um cenário no qual as vendas de smartphones caíram em 28%, seguindo uma tendência de queda que deve se manter até 2017.

Brasil segue a tendência mundial de redução em gastos no setor de smartphones

O relatório também mostra que o Brasil perdeu protagonismo no setor de eletrônicos em relação aos demais países da América Latina, respondendo por 40% do segmento — em 2014, essa porcentagem chegou a 52%. Segundo Römerscheidt, a tendência de diminuir gastos é mundial, em um momento no qual os consumidores esperam pela próxima grande nova tecnologia que vai nos convencer a abrir a carteira.

Fonte:http://www.tecmundo.com.br/

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