Estou buscando sempre meus direitos’, diz Cunha sobre recurso

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta terça-feira (8) que não tenta “protelar”, mas sim defender os próprios “direitos” ao tentar suspender o processo por quebra de decoro parlamentar que tramita no Conselho de Ética da Casa.

O peemedebista apresentou nesta segunda (7) recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara contra a decisão que avalizou a continuidade do processo disciplinar que pode culminar na cassação de seu mandato.

No recurso, ele requer que a decisão do Conselho de Ética seja suspensa até que os integrantes da CCJ analisem o caso e pede a destituição do relator do processo, Marcos Rogério (PDT-RO), segundo deputado escolhido para elaborar o parecer do processo contra o presidente da Câmara.

Questionado se o objetivo do pedido é protelar a decisão do Conselho de Ética, Cunha afirmou: “Não estou protelando, estou buscando sempre meus direitos. Fazem as coisas erradas deliberadamente para o processo andar para trás e atribuírem a manobras. Não posso deixar de registrar, porque são nulidades”.

No recurso à CCJ, Eduardo Cunha alega que não teve chance de apresentar sua defesa preliminar. Por conta disso, ele solicitou à comissão que o processo volte à estaca zero mais uma vez, com a reabertura de prazo e reapresentação de parecer preliminar.

Um dos motivos que o levaram a pedir a nulidade do processo é que, segundo ele, não foram considerados os votos em separado dos deputados Wellington Roberto (PR-PB) e Erivelton Santana (PSC-BA), dois de seus aliados.

Em um dos trechos do recurso, Cunha chama o presidente do Conselho de Ética, José Carlos de Araújo (PSD-BA), de “ignorante” por, segundo ele, não saber durante uma das sessões esclarecer a um deputado qual acusação havia sido mantida no relatório.

Em entrevista coletiva, o peemedebista afirmou que não teve intenção de “ofender” Araújo. “Foram os advogados que fizeram a petição, eu apenas assinei. Não tenho detalhes das 54 páginas. A palavra ignorar significa ignorar alguma coisa, não significa ofender ninguém. Não tem o intuito de ofender ninguém”, disse.

Cunha também destacou que o pedido de suspensão do processo é endereçado à CCJ e não à Mesa Diretora. O recurso é protocolado à Mesa Diretora e encaminhado diretamente à CCJ, para deliberação. “Eu peço [suspensão] e aí é a CCJ que decide. Encaminhar é automático. Não tem decisão, é apenas encaminhamento”, disse.

Fonte:http://g1.globo.com/

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