Exercício de futurologia para o segundo turno

Colocadas as candidaturas a prefeito de Guarulhos, dá para começar a imaginar quem se alinharia com quem na hipótese de não ir para o segundo turno.

Pelo andar da carruagem, tendo por base a troca de gentilezas que se tem visto, já deu para perceber que se Eli Corrêa Filho não for para o segundo turno e Martello sim, contra, digamos, Elói Pietá o democrata tenderá a apoiar o petista, mas jamais apoiaria o empresário. A mesma previsão se poderia fazer no sentido inverso: Martello certamente preferiria apoiar Elói do que Eli.

Em uma ou outra hipótese, creio que, se ficasse fora do segundo turno, Guti tenderia a apoiar quem estivesse contra o PT, fosse quem fosse. O mesmo se pode prever de Carlos Roberto. Já quanto a Jorge Wilson e Wagner Freitas, o mais provável é que apoiassem o petista contra o outro nome.

E se Guti estiver no segundo turno contra Pietá? Aí, provavelmente terá o apoio de Martello e de Carlos Roberto, mas não de Eli Corrêa Filho. Se fosse o tucano contra o petista, é bem possível que Jorge Wilson, Wagner Freitas, Martello e Eli pendessem para Elói, enquanto Guti apoiasse Carlos Roberto. Já se fosse Jorge Wilson contra Pietá, não arrisco palpite, mas creio que a tendência maior é que Eli, Martello e Guti somassem com o xerife.

Se Pietá não for para o segundo turno, o PT tende a declarar neutralidade. Mas, haveria provável maior proximidade do partido com Jorge Wilson.

Imaginemos um segundo turno entre Martello e Eli Corrêa. O PT ficaria em difícil situação. Se um deles estiver contra Guti no segundo turno, o PT tende a demonstrar neutralidade, mas por debaixo dos panos procurará favorecer Martello ou Eli. Neutralidade mesmo o PT teria se houvesse um segundo turno entre Guti e Carlos Roberto.

Outra situação complicada seria a de Martello se houvesse um segundo turno entre Eli Corrêa e Carlos Roberto. Se desse Martello e o tucano, Eli apoiaria CR.

De todas essas cogitadas possibilidades, o que se tem quase certeza é de que haverá segundo turno e que essa será a mais disputada e uma das mais imprevisíveis eleições de Guarulhos. Outra convicção: a posição dos candidatos que não forem para o segundo turno não terá influência significativa na decisão dos eleitores. Os que tiverem sido eleitos vereadores ou obtiverem uma das primeiras suplências podem dedicar-se a apoiar um nome ou outro com afinco, a ponto de influir na vontade de seus eleitores. Porém, a imensa maioria que tiver perdido a eleição dificilmente irá se mexer no segundo turno. Mesmo que lhes sejam oferecidas algumas vantagens, a tendência é que apenas façam de conta que farão algum esforço.

Em outubro, a gente confere.

Fonte:http://www.clickguarulhos.com.br/

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