Faz esporte ao ar livre? Saiba como lidar com o perigo dos raios no verão

Os relâmpagos são a segunda principal causa ambiental de morte, com uma média de 50 a 300 mortes por ano. Dos 3,15 bilhões de raios que golpeiam a Terra e seus habitantes durante um ano, 100 milhões deles vêm desabar em terras brasileiras. O número foi divulgado ano passado por uma equipe de cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em algumas tardes de verão, mais de 50 mil flashes por hora são detectados.

 

O período da tarde é o que estatisticamente mais se registram vitimas, entre 15 e 18h. Isto se deve ao aquecimento da Terra pelo sol, fazendo com com que as nuvens cumulus verticais sejam formadas, o que é suficiente para produzir um raio. Os momentos mais perigosos para um raio são antes de a tempestade aparecer e depois que ela passou. Um raio pode, sim, cair no mesmo lugar e com muita frequência.

Confira mecanismos de lesão no corpo humano em contusão direta:

O paciente é diretamente atingido pelo raio
Isso ocorre mais comumente para as pessoas que estão em áreas abertas e estão incapazes de encontrar abrigo. A corrente pode fluir externamente sobre o corpo ou entrar através dos orifícios e fluir através do corpo. Este é o tipo mais mortal .

Explosão lateral (side splash)
O raio atinge diretamente outro objeto, como uma árvore ou um prédio, mas o fluxo de corrente, que procura o caminho de menor resistência sai de seu caminho original e atinge a vítima. Esta é a lesão mais comum. “Splashes” podem ocorrer de pessoa para pessoa quando estão juntas e em pé.

Exposição de contato 
Ocorre quando uma pessoa está segurando ou tocando um objeto e é diretamente atingida, como por exemplo, ao se segurar uma torneira metálica. A corrente passa através do objeto para a vítima.

Corrente de solo
É produzida quando um raio atinge o solo ou um objeto e nas proximidades da vitima e se espalha pelo chão. Se uma pessoa tem um pé mais perto de onde o raio caiu, uma diferença de potencial pode existir entre os dois os pés, e a corrente vai passar de uma para a outra perna.
Isto acontece porque o corpo é de menor resistência do que o chão. Este é um mecanismo comum em que várias pessoas sejam atingidas ao mesmo tempo.

O que fazer se sua aventura é interrompida por tempestade de raios?

A regra dos “30-30”
• O primeiro “30”: Quando o tempo entre ver os relâmpagos e ouvir o trovão é de 30 segundos ou menos, então você esta em perigo e deve procurar abrigo apropriado.

• O segundo “30”: Atividades ao ar livre não devem ser retomadas até 30 minutos após o último raio é visto ou o último trovão é ouvido. Procurar abrigo em um edifício substancial ou todo o veículo de metal

• Abrigos, como campinhos de futebol, pontos de ônibus e abrigos de chuva podem aumentar o risco de você ser atingido .

• Todos os veículos de metal são seguros porque o metal vai difundir a descarga. É um mito que os pneus proporcionam isolamento. Não fique perto ou debaixo de árvores isoladas e topos de morros.

• Em uma floresta, procure uma área de baixa com mudas ou árvores de pequeno porte. Buscando uma clareira livre de árvores.

• Se você está completamente no descampado, fique longe de árvores isoladas. Uma boa posição é agachar com os joelhos totalmente flexionados e os pés juntos ou sentar-se de pernas cruzadas ou de joelhos no chão. Manter os pés juntos o impede de ser ferido por corrente de terra.

• Se você estiver em um grupo de pessoas,espalhem-se. Um único raio não vai tirar todo o grupo.

• Se você estiver na água, procure a costa e evitar ser o objeto mais alto do rio ou lago.

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