GUARULHOS VISTA POR OUTROS ÂNGULOS: JARDIM MAIA

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É, sem dúvida, o coração pulsante de Guarulhos na atualidade. Reúne escolas, comércio, bancos, o Bosque Maia, prédios de apartamentos e ótimas ruas residenciais. Não por acaso, sua área de influência expandiu-se e hoje o comércio é forte em áreas próximas como o Parque Renato Maia e a avenida Salgado Filho, bem como nas vias transversais.

Quem foi Paulo Faccini

O relato é de Celina Faccini, neta do personagem que dá nome à mais emblemática via da cidade.
Nascido em 23 de fevereiro de 1890, em Papose, da Província de Treviso, Itália. Chegou ao Brasil em 1912 e morou por seis meses em uma pensão no Brás, quando foi convidado por Túlio Brancaleone – importante proprietário de terras na área central de Guarulhos – a trabalhar em construção
No fim de 1914, ele e o irmão Luiz Faccini começaram a construção das primeiras casas de alvenaria de Guarulhos. Depois vieram outras obras, entre as quais o Grupo Escolar Capistrano de Abreu, o prédio da antiga da Prefeitura, na esquina das ruas 7 de Setembro e Felício Marcondes, onde também esculpiu as figuras que ainda se encontram na fachada e das quais ele se orgulhava. Por essa característica das fachadas, ele era chamado de frentista.
Após desfazer a parceria com o irmão, comprou com Júlio Barbosa, um sítio para cultivo do bicho da seda; dois anos depois Júlio faleceu e o sítio foi vendido, mas depois ele o recomprou, plantando em 50 alqueires 300 mil pés de eucalipto e em 16 alqueires montou a cerâmica São José.
Modernizou a cerâmica e a manteve por 20 anos, até vendê-la para a família Zarif.
Por volta de 1922, montou uma oficina mecânica, mesma época em que comprou uma motocicleta, tirando Carta de Cocheiro em 18 de maio de 1922. Aproveitando seu novo ofício, em 1925, obteve licença para instalar uma linha de “autobondes”, para ligar Guarulhos à Penha.

Paulo Faccini teve também uma fábrica de isolantes, uma fábrica de macarrão e outra de parafusos, além de uma serraria de mármore e ardósia.
Casou-se em 11 de novembro de 1916 com Túlia Brancaleone, filha de seu antigo patrão Túlio Brancaleone. A união durou 56 anos. Do casamento tiveram 6 filhos: Mário, Dora, Dirce, Dina, Carlos e Diva, dos quais apenas Dina e Diva estão vivas. Construiu uma casa para cada neto. Conheceu todos os dez netos e somente quatro dos 20 bisnetos. Faleceu em 22 de fevereiro de 1973. Túlia faleceu três anos depois.

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