Lula reúne diretores de instituto para definir estratégias após ação da PF

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta segunda-feira (7) com dirigentes do Instituto Lula para definir as estratégias políticas que irão adotar após a Polícia Federal (PF) ter cumprido mandado de busca e apreensão na sede da entidade, em São Paulo.

Na última sexta-feira (4), Lula foi o alvo principal da 24ª fase da Operação Lava Jato, que investiga o suposto envolvimento do ex-presidente no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. O Ministério Público investiga se dinheiro oriundo do esquema de corrupção na Petrobras foi pago a Lula na forma de imóveis, móveis e reformas, o que a defesa nega.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do petista, na sede do Instituto Lula, em um sítio utilizado pelo petista em Atibaia (SP) e levou Lula para prestar depoimento coercitivamente.

Entre os diretores convocados por Lula para a reunião estão o presidente do Institulo Lula, Paulo Okamotto – que também foi alvo de um mandado de condução coercitiva na última sexta-feira –, e o ex-ministro da extinta Secretaria-Geral da Presidência Luiz Dulci.

Mais cedo, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, também participou do encontro. Edinho é alvo de inquérito da Lava Jato por suspeita de ter pressionado fornecedores da Petrobras a fazerem doações para a campanha eleitoral de 2014 da presidente Dilma Rousseff.

Apoio a Lula
Na manhã desta segunda, ao participar de um evento em Caxias do Sul (RS), Dilma falou sobre a condução coercitiva de Lula. Em seu discurso, ela afirmou que não tem o menor sentido conduzir o ex-presidente Lula “sob vara” para prestar depoimento.

A petista disse também que seu padrinho político “nunca se julgou melhor do que ninguém” e sempre aceitou prestar depoimento quando foi convidado.

Também nesta segunda, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, classificou a operação da Polícia Federal de “sequestro” e de “afronta” à Constituição que “pisoteou” a democracia.

Em razão da operação da PF, movimentos pró-Lula se manifestaram em diversas cidades do país para defender o ex-presidente.

Além disso, Dilma divulgou uma nota e fez um pronunciamento no Palácio do Planalto nos quais manifestou “absoluto inconformismo” com a ação – neste fim de semana, ela chegou a encontrar com Lula no apartamento dele em São Bernardo do Campo (SP).

Em meio à repercussão, ministros do governo como Jaques Wagner (Casa Civil), Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social) e Edinho Silva (Comunicação Social) também defenderam publicamente  o ex-presidente.

O próprio Lula convocou a imprensa para um pronunciamento em São Paulo na sexta-feira, no qual acusou a Polícia Federal de cometer “pirotecnia” na operação. Além disso, ele declarou ter se sentido como um “prisioneiro” naquele dia e afirmou que, se o juiz federal Sérgio Moro quisesse ouvi-lo, bastava agendar uma data para o depoimento.

Fonte:http://g1.globo.com/

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