Mitos e verdades sobre o whey protein

Quem frequenta academia, provavelmente já deve ter escutado falar em whey protein: suplemento proteico indicado para auxiliar no ganho de massa muscular. Mas, afinal, será que seu uso pode ser feito indiscriminadamente? De acordo com Alan Nagaoka, nutricionista esportivo da Clinica Pulse, não há uma resposta certa para essa questão. “Não existem pesquisas sobre o uso prolongado de whey protein; contudo, em alguns casos, pode ser prejudicial, sim. Por exemplo, uma dieta rica em proteína pode sobrecarregar os rins, e indivíduos com histórico familiar de doenças hepáticas podem apresentar reações adversas”, explica.
Normalmente indicado para atletas ou para pessoas que fazem treino específico para ganho de massa muscular (hipertrofia), o suplemento auxilia no complemento das necessidades diárias de proteína, que podem aumentar, dependendo de alguns fatores, como a prática de atividade física de alta intensidade. “Outro benefício que pode ser destacado é a praticidade do consumo em relação à proteína sólida. Para o indivíduo que tem dificuldade em consumir a quantidade de proteína por meio da alimentação convencional, pode suprir essa necessidade com whey”, pontua o nutricionista.

No entanto, é importante levar em conta que, geralmente, uma pessoa jovem e saudável, que mantém uma alimentação equilibrada, consome facilmente a quantidade de proteína necessária para o aumento de força e de massa muscular. Até porque de nada adianta tomar suplementação pós-treino e fazer a ingestão de alimentos de forma errada ao longo do dia.

O excesso de proteína ingerida também pode causar desequilíbrio de outros nutrientes na alimentação, como nos alimentos que são fonte de carboidrato, e isso é capaz de prejudicar o ganho de músculos.

“Sempre vale ressaltar que a indicação de um nutricionista torna-se importante para adequar as necessidades e objetivos, para que não haja grandes faltas ou excessos no plano alimentar. A indicação de dietas e de possíveis suplementações é individual e tudo depende do estilo de vida, objetivo, atividade física ou período de treinamento de cada pessoa”, diz Alan.

Diferentes tipos de whey protein

Whey protein concentrado – geralmente a mais barata, sofre um processo simples de filtragem e possui cerca de 70 a 80% de proteína e o restante de gordura e carboidrato. Indivíduos com intolerância a lactose devem ficar atentos a esse tipo de whey protein por possuir teor de lactose maior do que outros.

Whey protein isolado – possui cerca de 90% ou mais de proteína e quase zero de gordura e lactose. Pode ser interessante para dietas com restrição de gordura ou lactose.

Whey protein hidrolisado – é uma proteína de rápida absorção, pois passa por um minucioso processo de filtragem e de hidrolise em que as cadeias longas de proteína se decompõem em fragmentos menores.

Proteína de arroz e ervilha – proteína de origem vegetal indicado para dietas de indivíduos intolerante e lactose, alergia ao soro do leite ou vegetarianos. Alguns estudos mostram que é tão eficaz quanto o whey protein isolado.
Proteína da carne – proteína isolada extraída por meio de um processo de filtragem da carne bovina, geralmente não contém gordura, colesterol e lactose. Apresenta um teor maior, em comparação ao whey protein, de BCAAs e creatina. Contudo, tem menor valor biológico.

Alimentos ricos em proteínas

Um scoop de whey costuma ter em média 20 gramas de proteína, porém, alguns alimentos se consumidos em quantidades específicas equivalem o mesmo valor. Veja as opções.

  • 3 ovos cozidos
  • 150 g de clara de ovo
  • 500 ml de leite desnatado ou iogurte desnatado
  • 1 filé (60 g) bem pequeno de frango/carne
  • 1 filé (70 g) pequeno de peixe branco
  • 200 g de arroz com feijão (5 colheres de sopa de arroz e 2 conchas de feijão)
Fonte:http://www.clickguarulhos.com.br/

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