Moody’s: Brasil, Rússia e Turquia são os mais vulneráveis à alta de juros nos EUA

A Moody's sign on the 7 World Trade Center tower is photographed in New York August 2, 2011. Behind all too many of market moves in government debt of late has been a report from one of the major credit ratings agencies. Standard & Poor's is the biggest and arguably the most influential, fast followed by Moody's Investor Service and then their smaller rival, Fitch Ratings. In national capitals, they are alternately villified by politicians or held out as just arbiters for denouncing government profligacy. REUTERS/Mike Segar (UNITED STATES - Tags: BUSINESS POLITICS)

Os países emergentes que estão mais em risco a partir da efetiva elevação dos juros nos Estados Unidos tendem a ser Brasil, Turquia, Rússia e em alguma extensão a África do Sul, afirma a agência de classificação de risco Moody’s em relatório comentando o impacto da alta das taxas para a economia mundial. O aumento das taxas pode provocar volatilidade nos fluxos internacionais de capital, afirma o documento.

Estes países já vêm sofrendo com a queda dos preços das commodities, com a desaceleração da China e têm apresentado desafios importantes no mercado doméstico, o que tem tido reflexos nas taxas de câmbio e no mercado financeiro. Além disso, estas economias possuem menos espaço de políticas econômicas para lidar com choques externos, de acordo com o relatório. A Moody’s destaca a queda do real e a piora das moedas de outros países, como Argentina, Turquia, Rússia e África do Sul, que em média acumulam desvalorização de 17% este ano.

A alta de juros nos EUA, prevista para ser anunciada nesta quarta-feira, 16, no final da reunião de dois dias dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), retira um componente de incerteza para os emergentes, mas alguns desses países, que se encontram com indicadores econômicos mais deteriorados, podem enfrentar volatilidade nos fluxos de capital, afirma a Moody’s. Por isso, o relatório destaca que os riscos negativos permanecem para os ratings soberanos de alguns destes países.

Os emergentes que possuem menos colchão de proteção e espaço de manobra na política econômica são os mais expostos a terem fuga de capital, afirma a Moody’s. Os economistas da agência destacam que o movimento de queda visto na taxa de câmbio de alguns destes países neste ano já foi uma antecipação ao aumento de juros pelos EUA. “Uma vez que o Fed eleve os juros, embora antecipado, ainda permanece um baixo risco de uma reação desordenada caso o movimento inicial do Fed faça os investidores ajustarem abruptamente as suas expectativas por retornos”, afirma o relatório. A recomendação da Moody’s é que os governos sejam vigilantes.

EUA

Para os EUA, a Moody’s espera um impacto reduzido da elevação dos juros, já que o aumento será pequeno e os novos aumentos em 2016 devem ser “muito graduais”, afirma o relatório. A alta, afirma o relatório, mostra que a economia norte-americana vem se recuperando. A decisão do Fed também deve ter baixo impacto nos países desenvolvidos.

Fonte:http://atarde.uol.com.br/

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