Nissan Sentra fica mais caro, mais equipado e ‘mata’ câmbio manual

Único entre os grandes a aumentar vendas, o segmento dos SUVs continua sendo a “menina dos olhos” da indústria brasileira. Mas o de sedãs médios, assim como o de picapes, está movimentado neste ano. Em breve, chega a nova geração do Chevrolet Cruze; em agosto, onovo Honda Civic. Todos miram a supremacia do Toyota Corolla, que também deve passar por alguma atualização para “refrescar” a imagem da atual geração.

O Nissan Sentra também seguirá este caminho: acaba de estrear no país sua primeira atualização na geração atual, lançada há 3 anos no exterior e há quase 3 no Brasil. Essa atualização era esperada para o fim do ano, mas a montadora preferiu antecipar a estreia.

Na linha 2017, o sedã ficou mais caro e mais equipado, e a Nissan assume que a missão é manter o terceiro lugar em vendas, assumindo que a briga pela liderança continuará restrita aos outros dois japoneses.

VEJA OS PREÇOS DO NISSAN SENTRA 2017:
S (câmbio CVT): R$ 79.990 (era R$ 69.990 com câmbio manual)
SV (câmbio CVT): R$ 84.990 (era R$ 76.990)
SL (câmbio CVT): R$ 95.990 (era R$ 86.290)

Não há mudança na mecânica: continuam em “jogo” o motor 2.0 de 140 cavalos com etanol, equipado com câmbio CVT – a Nissan “matou” a transmissão manual que equipava a versão mais básica. “Ela praticamente não vendia. Esse tipo de câmbio está sumindo no segmento”, explica Juliana Fukuda, gerente de marketing da fabricante.

Também sai de cena a série especial Unique. E a montadora acerta ao colocar o controle de tração e de estabilidade em todas as versões, adiantando o que será obrigatório por lei em 2020, mas que outros concorrentes, comoCorolla e Civic ainda não oferecem.

E passam a ser de série ter sensor de estacionamento, acendimento automático de faróis e retrovisor que escurece para evitar ofuscamento. Completam a lista itens básicos que já existiam, como ar-condicionado, direção e vidros dianteiros e traseiros elétricos, e a partida sem chave.

Nova ‘cara’
A novidade principal da linha 2017 é visual, principalmente na frente. A grade em formato de trapézio invertido ou de “V”, como descreve a Nissan, é parte da identidade atual da montadora. Ela já era vista em sedãs maiores da marca, o Altima e o Maxima. No Sentra, ela estreou em novembro passado, nos Estados Unidos.

O para-choque ficou mais robusto, o capô tem mais vincos e a grade inferior também foi redesenhada, assim como os faróis–na versão topo de linha, SL, eles têm contorno em LED, em formato de bumerangue, e não mais aquela faixinha “pontilhada” (compare nas imagens acima).

Na traseira, há “novo desenho interno” das lanternas. No interior, a novidade é o novo volante, cujo centro perde o formato triangular(compare nas fotos abaixo).

Mais equipado e (bem) mais caro
Por outro lado, o Sentra ficou, em média, R$ 9 mil mais caro em cada versão. A básica, S, além do câmbio CVT e dos demais itens de série, tem novo rádio com tela de 5 polegadas.

A intermediária, SV (R$ 84.990), que já tinha câmbio CVT, acrescenta câmera de ré, GPS e nova central multimídia, em tela um pouco maior que a da S, além de rodas de aro 17. É ela que responde pela maior parte das vendas do Sentra, e deverá continuar assim.

A topo de linha, SL (R$ 95.990), passa a ter ainda ajuste elétrico para o banco do motorista e sistema de som da grife Bose. Ela também ganhou um conjunto de sistemas de segurança que alertam sobre ponto cego, risco de colisão frontal e se um carro se aproxima enquanto você dá ré para sair de uma vaga de estacionamento, por exemplo (o que leva o complicado nome de Alerta de Tráfego Traseiro Cruzado).

Esses itens diferenciam o sedã de seus maiores concorrentes – pelo menos enquanto não se sabe em detalhes as configurações dos novos Cruze e Civic para o Brasil.

Ao menos por ora, o sedã da Nissan está aquém da barreira dos R$ 100 mil, já ultrapassada por Corolla, Volkswagen Jetta e Ford Focus Fastback, por exemplo.

Não há, no entanto, versão de ofereça mais do que os 2 airbags frontais obrigatórios por lei. A central multimídia das configurações mais caras também não tem nada demais, deixando de lado novidades que a própria Nissan já aplicou em outros modelos, como o espelhamento de smartphones.

O desafio
Com a fama de ser uma escolha racional, o Sentra soma 3.403 unidades emplacadas contra 5.547 do Civic e 21.047 do Corolla, segundo dados de janeiro a abril da federação dos concessionários, a Fenabrave. “Como o mercado está estável, a gente quer manter o terceiro lugar”, disse a gerente de marketing.

O modelo da Nissan ocupa essa posição desde 2015. Para seguir nela, ele terá de enfrentar a nova geração do Cruze e o Jetta.

Fonte:http://g1.globo.com/

Share This: