Pílulas do Dia Seguinte

Mercedes Formula One driver Nico Rosberg of Germany celebrates after winning the Abu Dhabi F1 Grand Prix at the Yas Marina circuit in Abu Dhabi November 29, 2015. REUTERS/Hamad I Mohammed

Assim que terminou o GP Brasil, com Rosberg sacramentando a conquista do vice-campeonato, escrevi o seguinte: “Deveremos ter corrida de verdade entre os dois pilotos da Mercedes em Abu Dhabi, no encerramento da temporada”. Ledo engano;

 

Ao não permitir que Hamilton tentasse ir até o fim com apenas dois pits, a Mercedes deixou claro que ainda se considerava em dívida com Rosberg. Instantes após discutir essa possibilidade com o engenheiro, o inglês entrou nos boxes e colocou pneus macios;

Já prevendo uma onda de críticas, Wolff logo veio a publicou dizer que o inglês teve liberdade para fazer o que quisesse em Abu Dhabi. “Vocês passaram as últimas semanas dizendo que estávamos manipulando tudo dos boxes. Desta vez, havia duas estratégias à disposição de Lewis e coube a ele decidir”, disse o austríaco aos jornalistas;

Você acreditou do dirigente? Pois é, eu também não;

Com o resultado de ontem, Rosberg chegou a 14 vitórias na carreira. Empata com Hill pai, Brabham e Emerson. Os números (também) mentem;

Massa foi oitavo na corrida e terminou o campeonato em sexto, uma posição melhor que em em 2014, mas ainda atrás de Bottas. E o finlandês, vale lembrar, não disputou o GP da Austrália, com dores nas costas. Não há muito o que comemorar;

Em seu primeiro ano na F-1, Nasr fechou o Mundial em 13º. Conquistou 27 pontos, o triplo do companheiro, Ericsson. Muito deste resultado (10 pontos) se deve ao ótimo quinto lugar em Melbourne, é verdade. Mas ao longo do ano, Nasr foi consistentemente mais veloz que o sueco. Merece celebrar;

Qual foi o melhor piloto de 2015? Meu voto vai para Vettel, que conseguiu três vitórias para a Ferrari e levou a disputa do vice até a penúltima prova. Superou as deficiências do carro e conseguiu algumas vezes o que parecia impossível: ser melhor que as Mercedes. É uma ótima resposta para aqueles que bradam por aí que piloto não faz diferença na F-1;

A decepção do ano? A McLaren, de longe. Resta ao menos a esperança de dias melhores em 2016.  Fica, ainda, o bom exemplo de Button e Alonso, que trabalharam muito e, diante das circunstâncias, reclamaram pouco;

Os motores voltarão a roncar já amanhã, em Abu Dhabi. As dez equipes farão um dia de testes para a Pirelli. Muitas aproveitarão para experimentar jovens pilotos. Entre os titulares escalados, as dupla de Red Bull, Toro Rosso e Ferrari , Bottas, Ricciardo e Ericsson;

Os palpites para a corrida estão publicados no post anterior. Boa sorte a todos.

Fonte:http://sportv.globo.com/

Share This: