Remoção de dependentes químicos tem alternativa em Guarulhos

É muito controversa a questão da internação de pessoas dependentes de drogas, sejam elas ilícitas ou licitas, como o álcool.

Na maioria dos casos, o dependente não admite essa condição e recusa-se a aceitar tratamento. Acredita que tem controle da situação, que usa a droga porque quer e que, se quisesse parar, conseguiria fazê-lo. Muitos chegam a defender o uso, alegando supostos benefícios ou, no mínimo, contestando que haja efetivo prejuízo para sua saúde ou personalidade.

A família fica de mãos atadas, sem saber o que fazer. Em boa parte dos casos, o dependente químico perde a noção do que pode ou não gastar, faz mais despesas do que tem condições de suportar, faz dívidas e, não raro, passa a vender bens, equipamentos e objetos da residência para sustentar o vício. Nos casos mais graves, envolve-se em furtos para conseguir algum dinheiro para pagar aos fornecedores.

No que diz respeito ao tratamento psicológico ou mesmo psiquiátrico, as opiniões dos profissionais dividem-se. Uns preferem adotar procedimentos de redução de danos, que consiste em permitir que o drogadito consuma algo, mantendo sobre ele algum controle; outros optam por um tratamento mais severo, com total abstinência, ainda que seja necessária a internação e o uso de medicamentos tarja preta.

Quanto à internação para tratamento, surge outra polêmica, pois não há o que a impeça na legislação, desde que haja recomendação médica detalhada e documentada, dispensando autorização ou determinação judicial para que a internação seja concretizada, mesmo que o paciente não queira ser tratado e ainda que seu domicílio tenha de ser adentrado para tal.

No entanto, como agir, quando o paciente se recusa até a passar por atendimento médico? Como a família pode agir nesse caso? O Código Civil define as condições para que alguém seja sujeito a curatela, ou seja, que fique aos cuidados de um curador.  O artigo 1767 cita os ébrios habituais e os viciados em tóxicos. Porém, a muitas famílias não veem possibilidade de contratar um advogado e não têm condições de esperar o andamento de uma ação movida por meio da Defensoria Pública.

ALTERNATIVA

Ex-dependente, Gustavo Henrique conhece de perto essa situação. Ele é guarulhense e foi graças a uma internação, que a princípio ele recusava, que conseguiu livrar-se do vício e, agora, trabalha exatamente no sentido de auxiliar outras pessoas a obter a mesma solução.

Ele ficou internado por seis meses no Centro Terapêutico Despertar, em Mairiporã. Assim, pôde  testemunhar o cuidado com que os pacientes são tratados e, ao sair, resolveu atuar no resgate de drogaditos (termo técnico que define dependentes químicos).

Afirma que o método que utiliza para a remoção é o do convencimento do dependente. Como sentiu na pele o que é passar por isso, tem condições de dialogar de igual para igual com o paciente. Segundo ele, na quase totalidade dos casos, consegue demonstrar que o tratamento é imprescindível e fazer com a pessoa aceite ser removida. “Em geral, a pessoa não quer saber de conversa. Diz que não precisa de tratamento, que sabe se cuidar. Mas, pela experiência, sei que não é verdade. Batendo papo, explicando, falando da minha própria vivência, acabo conquistando a simpatia do paciente e fazendo perceber que é pelo seu próprio bem que a família quer que ele se trate”, comenta Gustavo. Ele acrescenta que a GHR Remoções Especializadas também atua quando se trata de dependentes do sexo feminino, o que requer procedimentos específicos e cuidados especiais.

Segundo ele, o senso comum é de que o uso de drogas ilícitas seja mais grave. Porém, em boa parte dos casos os que consomem bebidas alcoólicas, cuja venda é legal e disponível em todos os lugares, tendem a ser mais refratários ao tratamento. A prática de violência contra familiares, pelos viciados em álcool, também costuma ser mais frequente do que entre os que consomem maconha e outras drogas ilícitas. São devastadores os efeitos à saúde dos viciados em crack.

Conforme relatos de familiares dos que consomem drogas sintéticas, como comprimidos (chamados de bala ou doce pelos usuários), os efeitos na mente são duradouros, permanecem mesmo após algum tempo sem consumo; os pacientes perdem totalmente a noção de tempo, obrigações, abandonam estudos, afastam-se das famílias e buscam isolamento.

REFERÊNCIAS

Por tratar-se de um assunto delicado, a Reportagem do Click Guarulhos pediu que Gustavo Henrique indicasse pessoas que pudessem dar testemunho de seu trabalho, o que ele fez prontamente.

Feitos os contatos, duas pessoas cujos parentes estão internados e que foram resgatados por Gustavo Henrique deram boas referências de sua atuação e garantiram que em nenhum momento foi feito uso de força ou de coerção para que os drogaditos fossem levados para a clínica.

Indagados quanto à situação atual dos parentes, uma das pessoas informou que seu familiar vem se recuperando bem. A outra disse que, de acordo com o regulamento da clínica, a primeira visita da família só pode ser feita depois de dois meses de internação, o que ainda não ocorreu.

Gustavo informa que a clínica dispõe de centro terapêutico, salão de reuniões e estudos, refeitório, área de lazer, campo de futebol, salão de jogos e academia. Após algum tempo, conforme o desenvolvimento do paciente, aplica-se também a laborterapia (atividade de trabalho como auxiliar no tratamento).

 

Contatos: 2456-5441, 99838-1314 e 94814-6171

Fonte:http://www.clickguarulhos.com.br/

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