Secretaria da Educação de SP diz que fechamento de escolas é boato

Apesar de professores terem informado a Apeoesp (sindicato dos professores de SP) de que 155 escolas receberam avisos e podem fechar em 2016, a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação de São Paulo nega a informação. Segundo a pasta, nenhuma escola será fechada em 2016, o que existe são boatos.

“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo desconhece a lista de escolas apresentada e ratifica que o estudo que definirá as unidades que passarão pelo processo de reorganização ainda está sendo feito pelas diretorias regionais de ensino e educadores. Suposições apresentadas por quem desconhece o plano de reorganização só servem para desinformar a população sobre uma proposta que entregará escolas melhores à comunidade. Nem todas as escolas passarão pelo processo e escolas com mais de um ciclo ainda funcionarão devido às diferenças demográficas e as necessidades regionais”, disse a pasta em nota.

Em entrevista ao UOL, o dirigente de ensino da região sul, Sandoval Cavalcante, não informou quantas escolas podem ser afetadas. No entanto, elas podem ser “disponibilizadas” para outras finalidades de ensino. “A secretaria está fazendo um levantamento de quais escolas podem ser disponibilizadas para creches, unidades de tempo integral, ETECs. Neste momento, as propostas feitas pela secretarias estão sendo analisadas pelas diretorias de ensino, que podem apresentar uma contra-proposta”,

Segundo Cavalcante, a consulta à comunidade escolar está aberta desde a semana passada e as diretorias de ensino foram informadas de que devem discutir as mudanças com pais, alunos, professores e funcionários. Os resultados dessas consultas serão encaminhados à secretaria, que vai apresentar as decisões no dia 14 de novembro às escolas.

A pasta confirma que a previsão é que 1 milhão de alunos sejam transferidos de escola em 2016 na rede estadual de ensino. “Trabalhamos com a garantia de que não haverá qualquer prejuízo às comunidades escolares”, afirmou Cavalcante. Os alunos que serão transferidos para novas unidades devem ficar a uma distância de até 1,5 da atual escola.

Nesta semana, pais, alunos, professores e funcionários realizaram protestos em várias cidades do Estado contra a reorganização da rede. O sindicato diz que não houve consulta à comunidade escolar sobre as mudanças.

 

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