Técnicas de congelamento: as regras do freezer

Após o advento da regulação artificial da temperatura, ainda no começo do século 19, com aparelhos como geladeiras e, posteriormente, os freezers, tanto a indústria alimentícia quanto a culinária mudaram. A invenção permitiu conservar os alimentos por muito mais tempo, trazendo lucro para o setor e agilidade, praticidade e menos desperdício para os lares.
De acordo com Evelin Duarte, técnica em culinária de congelamento e microondas, qualquer grupo alimentar pode ser congelado. Porém, alguns não terão resultados satisfatórios; é o caso das verduras que serão consumidas cruas, pudins à base de amido de milho, gelatinas, maionese e claras de ovos cozidas. A professora do curso de técnicas e práticas de congelamento da plataforma de ensino on-line eduK, explica que não basta colocar a comida em um recipiente e colocar no freezer: é preciso seguir algumas regras e técnicas básicas para garantir os nutrientes, qualidade e sabor de cada item.

Ela ainda esclarece que a validade vai depender do produto e da forma como ele foi preparado. “Legumes e verduras branqueados [processo no qual eles são fervidos rapidamente e depois colocados em água com gelo para interromper o cozimento] duram até um ano. Já carnes com gordura, no máximo, um mês. Pratos prontos, de modo geral, podem ser armazenados por até três meses”.

Para congelar

Frutas: ao natural, em calda ou com açúcar, sem sementes, em pedaços ou inteiras.
Carnes: em formatos finos, sem gordura, com menos de 2 kg, sem temperos.
Peixes: frescos, limpos, sem vísceras.
Legumes e folhas: branqueados.

Praticidade e variedade

Para Evelin Duarte, não existe algo que seja melhor para o congelamento. “É importante termos um pouco de tudo. Comida pronta, carne crua, legumes branqueados, sucos de frutas e mais uma infinidade de pratos. O freezer é um reservatório de alimentos ao seu dispor”.

Hora de guardar

Além de pensar no processo antes de congelar, outra coisa tem que ser levada em consideração: o armazenamento. “As embalagens utilizadas devem ser herméticas, não permitindo a entrada de umidade e nem a saída de cheiro. Pode ser um saquinho, pote de vidro, de plástico; protegendo o elemento, está ótimo”, afirma a profissional. Sobre as opções a vácuo, ela diz que são indicadas, mas que esse não é um recurso comum das donas de casa. “Como opção, dá para colocar o produto no saco e, em seguida, dentro do pote. Conforme ele for endurecendo, vai ficar naquele mesmo formato. Depois é só retirar do recipiente e manter no saquinho. Isso economiza pote e espaço”.

Outra dica interessante, desta vez encontrada na internet, é a de colocar o alimento dentro de um saquinho e emergi-lo em um recipiente com água. Isso fará com que o ar saia e ele fique com seu formato.

Congelar, descongelar e recongelar?

Se existem regrinhas para o congelamento, o descongelamento não seria diferente. Após tirar do freezer um item congelado, é comum que ele seja colocado em cima da pia para descongelar; porém, esse corriqueiro hábito é bastante perigoso, deixando-o exposto a bactérias. Outra atitude errada é colocá-lo embaixo de água corrente para acelerar o processo, o que, além de alterar sua qualidade, aumenta as chances de contaminação. “O descongelamento ideal da maioria dos alimentos, carnes, por exemplo, é feito lentamente na geladeira. Para isso, basta colocar a peça lá um dia antes. Já alguns pratos prontos devem ser descongelados rapidamente para um melhor resultado”. Sobre recongelar, Evelin pontua que não existe nada que impeça, porém a prática não é recomendada, já que fará a comida perder suas vitaminas, sais minerais, textura e sabor.

Fonte:http://www.clickguarulhos.com.br/

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