Temer iniciará ciclo de viagens pelo país no dia 28 de janeiro, no Paraná

Atual presidente nacional do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, começará a sua maratona de viagens pelo país no dia 28 de janeiro, segundo informou ao G1 nesta terça-feira (12) o secretário-executivo do partido, Eliseu Padilha

O primeiro estado que o vice-presidente vai visitar é o Paraná. O objetivo é consolidar o apoio de dirigentes estaduais do partido para a sua recondução ao comando da legenda pelos próximos dois anos e minar a articulação de um grupo ligado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL. A definição sairá de uma convenção nacional da sigla prevista inicialmente para a segunda quinzena de março.

Segundo Padilha, um dos principais conselheiros políticos de Temer e responsáveis pela organização das viagens, o calendário não está completamente fechado, mas as viagens deverão se prolongar até as vésperas da convenção.

Processo político é um processo que pressupõe haver disputas. Então, não será surpresa se tiver disputa. Nós não queremos, queremos construir a unidade, mas não surpreende, não deprecia o partido se tiver uma disputa. Disputa é da essência do processo político. Política sem disputa não existe”, ponderou Padilha, ao responder sobre discordãncias com o grupo de Renan.

Roteiro
A princípio, o roteiro de viagem de Temer deverá incluir, no total, dois estados por região, a serem visitados num único dia. A ideia é limitar as viagens a um dia da semana.

A estratégia é que Temer se reúna com lideranças locais para discutir a unidade nacional do partido e o programa lançado pelo PMDB no final do ano intitulado “Uma Ponte para o Futuro”, documento com críticas ao governo Dilma e propostas econômicas. Nos encontros, também deverão tratar sobre as eleições municipais deste ano.

Em cada uma das viagens, o vice-presidente da República se reunirá ainda com integrantes da sociedade civil. “O objetivo é aproximar o partido estadual e nacional da sociedade local e, eventualmente, colher contribuições ao nosso programa”, explica Padilha. Temer também deverá dar uma entrevista coletiva à imprensa por viagem.

O giro nacional ocorrerá em meio a um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Embora não seja esse o objetivo declarado, a tour servirá, indiretamente, para atrair mais holofotes para Temer.

Na convenção prevista para março, outro tema em pauta será a discussão sobre a permanência ou não do partido no governo da presidente Dilma Rousseff – alguns peemedebistas, como o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), defendem que o PMDB rompa com o Palácio do Planalto.

Temer ocupa a presidência do PMDB desde 2001. Em 2011, ele se licenciou do cargo e, em julho de 2014, retornou ao posto – ao longo deste período, o senador Valdir Raupp (RO), primeiro-vice-presidente do partido, foi o responsável por comandar os rumos da legenda.

O presidente eleito do PMDB tem mandato de dois anos e dirige o partido ao lado de três vice-presidentes, três secretários e dois tesoureiros. A legenda também administra a Fundação Ulysses Guimarães, atualmente comandada pelo ex-ministro da Aviação Civil Moreira Franco, um dos principais aliados de Temer no partido.

Fonte:http://g1.globo.com/

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