Temer oferece jantar no Palácio da Alvorada a ministros e líderes aliados

O presidente Michel Temer recebeu na noite desta terça-feira (27), em um jantar no Palácio da Alvorada, todos os 24 ministros de seu governo, os presidentes da Câmara e do Senado e também líderes da base aliada no Congresso Nacional. No encontro, o peemedebista discutirá com os governistas, entre outros pontos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos nas próximas duas décadas.

O jantar é o primeiro evento no qual Temer usa a residência oficial da Presidência da República. Antiga inquilina do Alvorada, a ex-presidente Dilma Rousseff desocupou o palácio em 6 de setembro, mas, desde então, o imóvel estava sem uso.

Temer ainda está morando com a mulher, Marcela, e o filho caçula, Michelzinho, no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência. A assessoria do Planalto informou que o peemedebista ainda não decidiu se irá se mudar com a família do Jaburu para o Alvorada.

Além dos 24 integrantes do primeiro escalão, também compareceram ao jantar na residência oficial o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e a advogada-geral da União, Grace Mendonça.

Em um esforço para demonstrar a coesão da base, Temer conseguiu reunir no evento, em plena semana de “recesso branco” do Legislativo, lideranças de nove partidos aliados e os líderes do governo na Câmara (André Moura), no Senado (Aloysio Nunes) e no Congresso (Rose de Freitas).

Também foram chamados ao jantar o primeiro-secratário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), e os deputados Alexandre Baldy (PTN-GO) e Danilo Forte (PSB-CE). Baldy é o relator do projeto que pretende alterar a lei de repatriação de recursos mantidos no exterior sem declaração à Receita Federal. Já Forte é o presidente da comissão especial criada na Câmara para analisar a PEC do Teto de Gastos.

Segundo o líder do governo na Câmara, o objetivo do encontro de Temer com ministros e congressistas aliados é articular a primeira votação da PEC, prevista para a próxima semana.

A medida, que limita os gastos públicos à inflação do ano anterior, é a principal proposta de ajuste fiscal do governo para reduzir as despesas públicas. Por pressão dos governadores, as novas regras deverão valer apenas para o governo federal, deixando de fora os estados.

Fonte:http://g1.globo.com/

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